Arquivos Mensais:dezembro 2011

Amor salgado de mãe!

Amor salgado de mãe!

Há mais de 06 dias eu sofria de uma fortíssima dor de cabeça.

Posso dizer que minha bolsa parecia bolsa de propagandistas de laboratórios farmacêuticos. Uma quantidade considerável de remédios estava lá. Tomei todos, em momentos diferentes (claro!) … Melhoral, dorflex, cefalium, cefaliv, advil e tantos outros. Nada, nada, nada adiantou.

5a feira de noite peguei estrada. Parti de São Paulo para Curitiba, sim … Com muita dor de cabeça.

A dor já era uma constante e eu cheguei a pensar algo do tipo: “Como será que é viver sem dor de cabeça?!”

Atendi uma empresa em Curitiba e peguei a serra pra Joinville. Era fim de tarde e a estrada estava linda, mas e eu? Eu com muita dor de cabeça não via a hora de chegar em casa. Lamentável.

Sexta feira dormi as nove da noite, de calça jeans, maquiagem e camisa-de-trabalhar. Cansada? Também. Mas com MUITA² dor de cabeça. (Estou sendo repititiva né? Mas é pra deixar clara que a dor era MUITO grande!)

Sábado o quadro não mudou. Tinha amigos pra ver, show de rock antigo pra ir, bebidinhas joinvilenses pra tomar, mas a dor de cabeça só me fez tomar banho e chorar .. Chorar de tanta dor.

Remédios não faziam nem cócegas… Até que a minha mãe, carinhosamente me veio com uma outra alternativa:

- Filha, acho que essa enxaqueca é estomago. Você anda estressada, seu estomago deve estar reclamando.

- Capaz! Não é estômago não. Eu sinto gastrite quando é estômago e até então não senti nada.

- Ah filha, não custa. Toma esse sal de frutas.

- Ah não, mãe. Isso é ruim!

- Toma filha! Até que é bom!

Tomei.

- Credo mãe. Até que não é tão ruim, mas tá longe de ser bom.

Resultado?

20 minutos depois estava eu em cima do salto, dançando Beatles e comemorando o aniversário de uma grande amiga.

Se era estômago? Não sei.

Sei que dentro daquela água com sal de frutas tinha amor.

E esse amor era salgado!

E era bom.

Amor de mãe!

 

Velhos Outonos

Velhos Outonos

Tenho todas as músicas do Rosa de Saron no MP4 que fica no meu carro.

Ontem, 2 horas e 10 minutos de trânsito, tive tempo de ouvir todas, sem pular nenhuma.

E teve uma música que eu coloquei no ‘repeat’ algumas vezes. (quem nunca fez isso quando descobriu uma música legal, heim, heim, heim?)

Apenas o refrão e ‘cantado’, o restando é declamado feito poesia. É linda!

Vou colocar só a letra porque aqui na rede da empresa não tenho acesso ao vídeo. Quando eu conseguir, posto o vídeo!

Espero que gostem, pensem e sintam o mesmo que eu senti.

Velhos Outonos – Rosa de Saron

Vai ficar ou vai correr? Vai Salvar ou esquecer? Eu só quero que me ame até o pôr do sol

Os dias passam, passam as horas / Tocando temas com um piano desafinado / Mais ou menos errado, mais ou menos parado / Sem sentido, um pouco ignorado / Gritos ecoam, selam memórias, marcam / Deus ainda chora, sempre rimos e o mundo esquece / O tempo da última prece / E ninguém aquece, ninguém acontece / Você sente na pele / Os dias estão frios, as noites estão quentes / Caminham num labirinto de vento / Vestindo pouco a pouco o esquecimento / Somos o que fazemos para mudar o que fomos / Mas se nada somos, virão apenas velhos outonos

Vai ficar ou vai correr? Vai Salvar ou esquecer? Eu só quero que me ame até o pôr do sol

Uma lágrima no chão reagiu minha lentidão / Tocou meu coração, fiz o que precisava / Ele chorava e eu perguntava /  Comida? / É uma casa? / Mal a noite caia, ele dizia /Se quiser fazer algo por mim, Faça um verso sereno, E que ele me leve / Não somente até o céu, mas perto das estrelas” / Somos o que fazemos para mudar o que fomos /

Vai ficar ou vai correr? Vai Salvar ou esquecer? Eu só quero que me ame até o pôr do sol

Take care about tomorrow / You need someone to follow / Yeah, there’s a happy end / Even at the end

I can trust you, I can see I can try, I can feel it / Cause tomorrow will be better / We must believe it

Deus no Sol

Deus no Sol

No primeiro ano de faculdade eu tive uma matéria chamada Psicologia. A professora, uma jovem psicóloga que carregava o título de mestre há um bom tempo.

A aulas eram maravilhosas sessões de terapia em grupo. Estudávamos assuntos pertinentes na administração, mas sempre comparando e aplicando os temas na vida cotidiana. Lembro que os alunos aplaudiam as aulas no final, de tão gostosas que eram.

Lembro do dia em que ela contou os questionamentos que teve durante a faculdade sobre a existência de Deus. Contou sobre as dúvidas e sobre os momentos de reflexões.

Mas foi em uma manhã de verão, às 05:30 da manhã quando ela perdeu o sono repentinamente. Acordou e sem fazer barulho foi até a sacada do apartamento que ficava de frente para o mar. Ali, ela pode presenciar um nascer do sol de verão.

Naquele momento, os olhos dela se enxeram de lágrimas e uma certeza grande invadiu o coração e a mente:

“Sim. Deus existe! E Ele está aqui na minha frente!”

Lembrei dessa história ontem. Pendurei as roupas no varal que fica na sacada do meu pequeno apartamento, aqui em São Paulo. Era fim de tarde e pude presenciar um por do sol maravilhoso. O céu estava em tons de azul, laranja e vermelho.

Pensei comigo: “Impossível tudo isso acontecer por mero fenômeno da natureza. Existe um criador muito divino e sábio por trás de tudo isso. A física, a química, a biologia, a astronomia podem até explicar os fenômenos, mas tenho certeza da existência do Criador por conta da tamanha beleza e perfeição da criatura.”

Impossível, minha gente! Impossível que reações químicas possam gerar fenômenos tão lindos aos olhos por si só. Impossível tanta beleza, tanta perfeição surgir de meras reações do meio ambiente.

Tenho a certeza da existência e poder de Deus quando olho para o corpo de uma mulher grávida. Impossível tanta perfeição para gerar uma vida vir do acaso. A natureza é inteligente e essa inteligência tem que ter surgido de algum lugar ou de alguém… E isso pra mim é de Deus!

Daí as pessoas me perguntam o que eu falo sobre Deus quando vejo uma pessoa deficiente. Eu vejo Deus, sim! Principalmente na superação! Viemos ao mundo com propósitos e uma deficiência aos olhos humanos, pode se transformar em uma eficiência tremenda na transformação de vidas. Digo isso inspirada no livro que estou lendo agora. Uma vida sem limites, história de um homem (Nick Vujicic),  que nasceu sem os dois braços e sem as duas pernas e é um homem muito feliz, realiza palestras no mundo inteiro e muda o sentido de vida de muita gente, inclusive a própria vida, tornando-a melhor a cada dia e a cada experiência vivida.

Nem o ateu mais inteligente e persuasivo pode explicar a origem de tamanha perfeição da natureza. De um corpo humano tão preparado para gerar outra vida. De um por do sol tão lindo que parece ter sido pintado por mãos humanos em telas. Do sorriso e vontade de superação de pessoas que aos olhos humanos não teriam motivos para viverem.

Ninguém me convence de que Deus não existe. Eu tenho um mundo inteiro como prova da existência dEle.