Há mais de 06 dias eu sofria de uma fortíssima dor de cabeça.
Posso dizer que minha bolsa parecia bolsa de propagandistas de laboratórios farmacêuticos. Uma quantidade considerável de remédios estava lá. Tomei todos, em momentos diferentes (claro!) … Melhoral, dorflex, cefalium, cefaliv, advil e tantos outros. Nada, nada, nada adiantou.
5a feira de noite peguei estrada. Parti de São Paulo para Curitiba, sim … Com muita dor de cabeça.
A dor já era uma constante e eu cheguei a pensar algo do tipo: “Como será que é viver sem dor de cabeça?!”
Atendi uma empresa em Curitiba e peguei a serra pra Joinville. Era fim de tarde e a estrada estava linda, mas e eu? Eu com muita dor de cabeça não via a hora de chegar em casa. Lamentável.
Sexta feira dormi as nove da noite, de calça jeans, maquiagem e camisa-de-trabalhar. Cansada? Também. Mas com MUITA² dor de cabeça. (Estou sendo repititiva né? Mas é pra deixar clara que a dor era MUITO grande!)
Sábado o quadro não mudou. Tinha amigos pra ver, show de rock antigo pra ir, bebidinhas joinvilenses pra tomar, mas a dor de cabeça só me fez tomar banho e chorar .. Chorar de tanta dor.
Remédios não faziam nem cócegas… Até que a minha mãe, carinhosamente me veio com uma outra alternativa:
- Filha, acho que essa enxaqueca é estomago. Você anda estressada, seu estomago deve estar reclamando.
- Capaz! Não é estômago não. Eu sinto gastrite quando é estômago e até então não senti nada.
- Ah filha, não custa. Toma esse sal de frutas.
- Ah não, mãe. Isso é ruim!
- Toma filha! Até que é bom!
Tomei.
- Credo mãe. Até que não é tão ruim, mas tá longe de ser bom.
Resultado?
20 minutos depois estava eu em cima do salto, dançando Beatles e comemorando o aniversário de uma grande amiga.
Se era estômago? Não sei.
Sei que dentro daquela água com sal de frutas tinha amor.
E esse amor era salgado!
E era bom.
Amor de mãe!
