Eu me pego parada pensando em você! E não adianta, este vai ser mais um post de amor pra você, afilhado.
Eu me pego lembrando da forma delicada que você me abraça, quando chego de São Paulo. Te pego no colo, você envolve meu pescoço com teus bracinhos e encosta a tua cabecinha com a minha… E ali fica, por alguns segundos.
Segundos que meu coração cresce, bate forte e sorri.
Depois desse abraço te coloco sempre no chão e você sempre vai atrás de alguma novidade pra me mostrar. Eu me sinto importante, eu me sinto feliz quando vejo que você divide as coisas boas da sua vida comigo.
Eu dou risada sozinha quando lembro do dia que no meio do primeiro churrasco feito na sua casa, você pegou o violão, puxou uma cadeira no meio da gente e começou a cantar sozinho, empolgadíssimo. A sua voz repetia a mesma frase com o mesmo ritmo. Ninguém deu bola, só eu! Bati até foto!
Nos primeiros seis meses da minha vinda pra São Paulo, você e sua família moraram lá na casa dos meus pais. A sua casa estava em reforma. Segundo seu irmão, a casa de vocês tinha o nome de ‘casa quebarada’.
Era gostoso saber que eu ia visitar os meus pais e ficar o tempo todinho com vocês. Época que eu sempre me atrasava para as baladas com meus amigos. Era difícil deixar você e seu irmão cheirosos depois do banho, com pijamas engraçadinhos e loucos pra brincar mais um pouquinho comigo antes de dormir.
Bom mesmo era ser acordada no dia seguinte, ainda cansada da noite anterior. Você pediam autorização pra tia gegê e vinham, cada manhã com uma história diferente. Um dia você veio com seu copinho de água, respingando água no meu rosto enquanto eu dormia:
- Atoda dida. Água zeadinha, ó!
E seu irmão:
- Acorda Mile. Tem linguicinha do Tijoão hoje! Tá bem gostosa ó. – Com os dedinhos cheios de farinha.
Adoro ligar pra minha mãe aos domingos de noite. Ela sempre tem novidade de vocês. Mas, melhor ainda é falar com vocês por telefone. Vocês cantam, contam e me encantam.
Procuro fazer de todos os meus dias, bons dias. Mas de todos, os melhores são os dias que fico com vocês.
- Dinda. Dá aqueles tios pa mim?
- Tales, não pode. São os cozinheiros que a tia Gegê comprou pra enfeitar a prateleira da cozinha. Não é brinquedo. Tia Gegê comprou pra ela.
- Nããão ( com cara de dengo!). Tia Zezê compôu pa nóis!
- Nããão!
- Sim, é pa nóis!
E você quase me convence com o sorrisinho de canto e com a cabecinha encostando nos teus ombros.
Ah, como gosto.
Procuro estar de verdade com vocês quando estamos juntos. Não quero saber de papo de gente grande. Tiro meu tênis, visto roupas confortáveis e me dedico unica e exclusivamente à você e seu irmão. Adoro!
E tenho medo de você crescer e virar mocinho. Talvez seja brega e careta ser amigão da madrinha velha. Tomara que sejamos sempre assim, parceiros. Porque hoje somos isso, parceiros.
Eu ainda aprendo a colocar a quantidade certa de sorvete no seu potinho. Você não curte comida muita gelada, mas insiste em tomar sorvete. Mas mesmo assim, eu ainda meio desajeitada, acho que somos bons parceiros.
Amo você!
Beijos da ‘didá’.